Seguros demais?

O avanço da Operação Lava Jato, a criação da Lei Anticorrupção e o desastre envolvendo a Samarco evidenciaram os riscos aos quais os conselheiros de administração e diretores estão expostos. Não à toa, de 2015 para cá, está cada vez mais difícil atrair talentos para esses cargos. Raramente, uma proposta será aceita se ela não vier acompanhada da contratação pela companhia do chamado D&O (Directors ans Officers Liability Insurance, em inglês). Essa apólice cobre custos de despesa de conselheiros e diretores em processos diversos e garante seu patrimônio em caso de bloqueio de bens. Se a proteção não bastar, a empresa tem ainda a opção de oferecer um contrato de indenidade - acordo que assegura aos executivos ressarcimento em situações não cobertas pelas apólices de seguros. É positivo oferecer tantas proteções aos administradores? Quais devem ser os limites da blindagem de executivos? Como atrair bons conselheiros sem deixá-los numa situação cômoda demais? O que os investidores pensam sobre esses seguros? Essas e outras questões foram debatidas no Grupo de Discussão.

Participantes:

- Nair Janson, sócia do Bocater, Camargo, Costa e Silva, Rodrigues Advogados
- Otavio Yazbek, sócio do Yazbek Advogados
- Ricardo Magalhães, sócio sênior da Argucia Capital Management
- Alexandre Fialho, CEO da Filosofia Organizacional
- Celso Gomes Soares Junior, superintendente de D&O da Zurich Brasil

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