Finanças e mudanças climáticas

Os impactos que as mudanças climáticas podem gerar para o setor financeiro — e as empresas, de modo geral — não são nada desprezíveis. No longo prazo, a exposição aos riscos climáticos pode prejudicar a liquidação de empréstimos, reduzir o valor dos ativos, encarecer os custos operacionais e aumentar o risco reputacional. Atento a esse cenário, o Financial Stability Board (FSB) estabeleceu, em 2015, a Força-Tarefa sobre Divulgações Relacionadas ao Clima (TCFD, na sigla em inglês), que elaborou recomendações sobre como o setor financeiro pode explicar questões relacionadas ao clima, para que sejam apresentadas de forma consistente, comparável, eficiente e clara. Já em 2017, o CDP revisou e reformulou seus questionários com base nessas orientações, tornando-se a primeira organização a ter uma estrutura de reporte 100% adaptada ao TCFD. É importante que as empresas sigam essas recomendações, já que precisam consolidar e disponibilizar informações sobre o assunto para acionistas, bancos, agências de classificação de risco e consultorias de voto. Os diretores financeiros das empresas brasileiras estão preparados para aplicar as orientações do TCFD de forma voluntária? Quais desafios as organizações enfrentam na elaboração de um reporte sobre o assunto?

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